Fé Ancestral e o Barco Sagrado
Cigano Iago do Oriente e a homenagem a Iemanjá que cruzou fronteiras
Ao amanhecer, quando o mar silencia e a linha do horizonte parece tocar o sagrado, a fé ganha forma. Foi nesse cenário que Cigano Iago do Oriente realizou uma homenagem profunda e simbólica a Iemanjá, transformando a praia em um espaço de reverência, memória e continuidade ancestral. O ritual, marcado por beleza e respeito, tornou-se mais do que um ato espiritual: converteu-se em um registro histórico, eternizado pelas lentes do fotógrafo argentino Bruno Mansilla, cujas imagens ganharão as páginas de um jornal na Argentina.
A devoção a Iemanjá atravessa séculos, mares e gerações. Mais do que religião, é identidade, resistência cultural e conexão com o invisível. O barco sagrado — carregado de flores, perfumes, velas e pedidos — segue como elo entre o humano e o divino, levando ao mar histórias de dor, gratidão e esperança. Cada detalhe do ritual reflete uma tradição que se manifesta como patrimônio espiritual e social.
Durante a homenagem, um acontecimento tocou a todos: cães da própria praia, conhecidos e amigos do Cigano, aproximaram-se espontaneamente da tenda e do ritual, como se reconhecessem aquele chamado. Para muitos, um sinal silencioso de acolhimento e proteção; para outros, a confirmação de que a natureza também participa quando a fé é verdadeira.
Dentro desse contexto, Cigano Iago do Oriente se destaca como referência nacional na preservação e expansão dessa tradição. Sua atuação vai além do rito: ele fortalece a visibilidade cultural da devoção, honra os fundamentos ancestrais e reafirma a importância do sagrado no cotidiano. Reconhecido por previsões e leituras espirituais que alcançam dimensões individuais e coletivas, seu trabalho oferece orientação com responsabilidade, sensibilidade e verdade.
As imagens de Bruno Mansilla captaram o que palavras raramente alcançam: a união entre mar, fé e destino. Um documentário escrito pelo próprio tempo, onde o passado encontra o presente e projeta o futuro. Assim, a espiritualidade que nasce do mar segue viva — conduzida por quem honra a tradição, respeita a ancestralidade e permite que a fé atravesse fronteiras, levando a voz de Iemanjá além das ondas.
Contato do Cigano




















